Campeonato Nacional de Dj´s - 1987
Nos anos 80 e para lá das Discotecas da Capital e Linha tinhamos todos uma discoteca de eleição na província.
As segundas casas das famílias das classes média-alta e alta muitas vezes influenciavam a escolha dos mais abastados, outros faziam mesmo a viagem de ida e volta numa mesma noite.
A Sul o Seagle de cheiro a maresia, a Oeste o Tunel cuja primitiva pista mais parecia um ringue de box, e o Maria Bolachas (a que chamávamos de Betolandia), no Ribatejo a Horta da Fonte (Cartaxo) e o Pim-Pim (Tomar-onde paravam o Miguel e a Jacinta, celebridades do RRV e onde o DJ era um talentoso Manuel Graça)
Uma célebre manhã chegámos a apanhar o comboio regional (éramos uns 30) para confirmar a fama do Graça. Gostámos ficámos clientes e amigos.
Em 1987 o Graça concorreu ao Campeonato Nacional de DJ's. Quando soubemos ia-se já disputar a segunda eliminatória na Horta da Fonte.
Fomos 4 no Spider 2000 do Nuno e quando chegámos o porteiro lembrou-se que só entravam Casais. Pensamento rápido, resposta célere e improvisada, o creativo do grupo responde: "Somos da imprensa". Desculpas apresentadas entrámos e a gerência patrocinou as bebidas.
Na Horta, a loucura. As hostes de Tomar em grande número: O Salvado, o Camané, o Rui Marcol, o Brito, a Cristina Cristovão, a Isabel Marçal, o China, o Mafu, o Fernando da Tuba, o Carica, o Lara ao todo eramos uns 30.
Grande noite. Graça fica em primeiro.
Eliminatória seguinte: Surprise (Cernache-Coimbra)
3 à aventura. O Samuel Pimenta (rei de Massamá) no volante põe-nos em Coimbra em 2 horas ao volante do 205 vermelho. Entretanto depois do sucesso do esquema da Horta. o Manuel Luís manda uma carta à gerência a solicitar a colaboração para um estudo sobre as melhores discotecas. Chegamos à Discoteca, o Samuel de bloco de notas, eu com a Kodak e o manuel com um gravador do tamanho de uma caixa de sapatos. Á chegada o proprietário oferece-nos o jantar e claro bebidas à discrição.
Tomarenses, menos que no Cartaxo mas o Graça com um pequeno deslize conquista um 2º lugar e fica apurado à tangente.
Meias-finais: Paradise(?) Vieira de Leiria. Aventureiros: Paulo Nunes, Manuel Luís, Eu e o Lara. Grande noite. Tomar em peso. Graça no seu melhor e primeiro lugar. Ah já me esquecia continuámos o nosso estudo sobre discotecas e mais uma noite em grande com bebidas à borla que entretanto distribuíamos pela rapaziada de Tomar (que até essa noite estavam sem saber porque é que nós nunca pagávamos).
Noite da Final: Amadora-Danceteria Lido. Sabiamos que em Lisboa o esquema não resultava, comprámos bilhetes. Na porta de creditação dos jornalistas uma fila de Tomarenses com dezenas de pseudo-cartões fabricados pelo CaMané... alguns safaram-se.
Existia nesse tempo uma discoteca, o 24 (lá pró norte). Eram muitos mas Tomar estava presente. Os Tomarenses da grande cidade tb lá estavam entra o Graça, o delírio milhares de estrelas pirotécnicas acesas uma coreografia com retalhos de branco. Um sucesso, a transmissão em directo pela saudosa Cidade e um justo 2º lugar. O homem do Norte era mesmo bom.
No regresso o autocarro fretado pelo Salvado deixava meia turma em terra. Mo meu Moke levei 6 pró Lumiar e a certeza de ter acompanhado e apoiado o melhor DJ dos anos 80.
Um abraço Manel.
As segundas casas das famílias das classes média-alta e alta muitas vezes influenciavam a escolha dos mais abastados, outros faziam mesmo a viagem de ida e volta numa mesma noite.
A Sul o Seagle de cheiro a maresia, a Oeste o Tunel cuja primitiva pista mais parecia um ringue de box, e o Maria Bolachas (a que chamávamos de Betolandia), no Ribatejo a Horta da Fonte (Cartaxo) e o Pim-Pim (Tomar-onde paravam o Miguel e a Jacinta, celebridades do RRV e onde o DJ era um talentoso Manuel Graça)
Uma célebre manhã chegámos a apanhar o comboio regional (éramos uns 30) para confirmar a fama do Graça. Gostámos ficámos clientes e amigos.
Em 1987 o Graça concorreu ao Campeonato Nacional de DJ's. Quando soubemos ia-se já disputar a segunda eliminatória na Horta da Fonte.
Fomos 4 no Spider 2000 do Nuno e quando chegámos o porteiro lembrou-se que só entravam Casais. Pensamento rápido, resposta célere e improvisada, o creativo do grupo responde: "Somos da imprensa". Desculpas apresentadas entrámos e a gerência patrocinou as bebidas.
Na Horta, a loucura. As hostes de Tomar em grande número: O Salvado, o Camané, o Rui Marcol, o Brito, a Cristina Cristovão, a Isabel Marçal, o China, o Mafu, o Fernando da Tuba, o Carica, o Lara ao todo eramos uns 30.
Grande noite. Graça fica em primeiro.
Eliminatória seguinte: Surprise (Cernache-Coimbra)
3 à aventura. O Samuel Pimenta (rei de Massamá) no volante põe-nos em Coimbra em 2 horas ao volante do 205 vermelho. Entretanto depois do sucesso do esquema da Horta. o Manuel Luís manda uma carta à gerência a solicitar a colaboração para um estudo sobre as melhores discotecas. Chegamos à Discoteca, o Samuel de bloco de notas, eu com a Kodak e o manuel com um gravador do tamanho de uma caixa de sapatos. Á chegada o proprietário oferece-nos o jantar e claro bebidas à discrição.
Tomarenses, menos que no Cartaxo mas o Graça com um pequeno deslize conquista um 2º lugar e fica apurado à tangente.
Meias-finais: Paradise(?) Vieira de Leiria. Aventureiros: Paulo Nunes, Manuel Luís, Eu e o Lara. Grande noite. Tomar em peso. Graça no seu melhor e primeiro lugar. Ah já me esquecia continuámos o nosso estudo sobre discotecas e mais uma noite em grande com bebidas à borla que entretanto distribuíamos pela rapaziada de Tomar (que até essa noite estavam sem saber porque é que nós nunca pagávamos).
Noite da Final: Amadora-Danceteria Lido. Sabiamos que em Lisboa o esquema não resultava, comprámos bilhetes. Na porta de creditação dos jornalistas uma fila de Tomarenses com dezenas de pseudo-cartões fabricados pelo CaMané... alguns safaram-se.
Existia nesse tempo uma discoteca, o 24 (lá pró norte). Eram muitos mas Tomar estava presente. Os Tomarenses da grande cidade tb lá estavam entra o Graça, o delírio milhares de estrelas pirotécnicas acesas uma coreografia com retalhos de branco. Um sucesso, a transmissão em directo pela saudosa Cidade e um justo 2º lugar. O homem do Norte era mesmo bom.
No regresso o autocarro fretado pelo Salvado deixava meia turma em terra. Mo meu Moke levei 6 pró Lumiar e a certeza de ter acompanhado e apoiado o melhor DJ dos anos 80.
Um abraço Manel.

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